Artigo

Terrorismo: a face da esquerda islâmica

Escrito por

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Depois dos ataques terroristas a Israel, no dia 10 de outubro, não faltaram campanhas da velha mídia ao Hamas, entretanto, os apoios políticos de governos de esquerda a terroristas não são recentes nem velados. As espécies mais que se buscam, pacificam seus ideais no globalismo.

Há anos estava conciliada a posição de israelenses e palestinos na Faixa de Gaza, afinal, o empresariado de Israel empregava milhares de palestinos, que tinham liberdade de trânsito e criavam uma classe média independente, que não devia nada às supostas autoridades de um estado palestino que nada lhes proporcionava. Ao perder território humano – sim, o mais importante capital social que se poderia desejar – os terroristas representantes da esquerda no Oriente Médio resolveram atacar inocentes e demonstrar uma força que não têm. Erro político fatal, pois será sua morte sem as sete mil virgens que ambicionam no céu. Um suicídio político testemunhado por seus próprios compatriotas.

Israel já é o provedor dos palestinos na Faixa de Gaza e sem essa iniciativa privada e legítima, a região seria apenas prisão a céu aberto, que o Hamas transforma agora em campo de concentração. Embora esse grupo terrorista ainda exerça alguma influência sobre grande parte dos muçulmanos, o monopólio do discurso assistencialista se divide com o que ocorre na prática. Alguma semelhança com os discursos da esquerda? 

A criação de todos esses movimentos no Oriente Médio data da década de 40. Pensados pela KGB, da antiga União Soviética, os movimentos sectaristas da região adotaram os mesmos ideais e estratégias: revolucionários, corruptos e totalitários. Enquanto a população morre de fome, de doenças e paga o preço com sua vida e de suas famílias em guerras sangrentas, os líderes esbanjadores estão em hotéis de luxo bem longe do inferno em que vive o povo. O dinheiro para sua vida nababesca vem da corrupção de grupos como o Hamas, que  recebe doações de ONGs de esquerda para ajuda “humanitária”

Mas se esse ataque não vai lograr êxito, porque sabemos que a reação de Israel é rápida e certeira,  para que invadir Israel? Para provocar uma escalada mundial de violência. Sem a repercussão esperada pelos terroristas, não haverá sucesso para esse grupo, inclusive entre os muçulmanos.

A ação do dia 10 na realidade foi uma  isca para adesão do Ocidente, uma armadilha que falhou, porque mesmo com alguma popularidade no mundo árabe e na imprensa mainstream,  a reação da opinião pública tem sido de rejeição a suas ideias e métodos. Mesmo assim, não podem ser descartadas situações de conflito bélico global, afetando o mercado financeiro mundial por meio da China.

O cientista político Samuel Huntington afirmou em seu livro “ A Terceira Onda”, que nem todos os países atingiriam o estado democrático. Mesmo sendo o islamismo um obstáculo no diálogo com o Ocidente para se garantirem os direitos civis, esses limite pode e deve ser respeitado. Nesse sentido, a pergunta agora é outra:  Será possível validar outros modelos de estado que não sejam democráticos?  Diante do terror ao vivo que invade nossas casas, nossa expectativa é de que os líderes mundiais  expressem indignação e repúdio suficientes para cessar a guerra e selar de vez o apoio contra o terrorismo.

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