Artigo

Por que o “novo governo” não está nem aí pro mercado?

Escrito por

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Resposta: Novas Oligarquias

Em 2002 os agentes econômicos e políticos locais tinham muito mais peso na condução da política e da economia no Brasil.  Governar sem eles era impossível.

Em 2022 essa conjuntura mudou. Temos novos jogadores, muito maiores e mais poderosos: fundos internacionais, governo Chinês, governos europeus e norte americanos, ONU etc. Esses globalistas são os de maior peso.

Individualmente comandam valores várias vezes superiores ao PIB do Brasil, já controlam a maior parte dos ativos por aqui e têm uma agenda política coesa.

Em segundo plano vêm os criminosos do narcotráfico regional que cresceram muito, os governos latinos americanos e Foro de SP.  São os guerrilheiros marxistas anacrônicos que nunca saíram do século 20.

Eles tem interesses convergentes com os agentes globalistas muito maiores pois através do socialismo oferecem um método de controle absoluto que é o que o primeiro grupo maior visa.

Todos esses formam a nova conjuntura de oligarquias supranacionais, um cartel internacional, que ultrapassam o poder de influência e os interesses das tradicionais oligarquias locais.

Ou seja, a agenda política das novas oligarquias são mais importantes e pagam mais para ver governos alinhados a suas agendas. 

E vencer o inimigo dessa agenda se tornou mais importante do que eleger um governo de “gestão eficiente”.

Quanto as oligarquias locais anteriores (bancos locais, construtoras, grandes empresas, empresas denunciadas na Lava Jato etc) esses são meros corruptores locais que voltaram à ativa mas ficaram para o terceiro plano em termos de influência política e imposição de limites de interferência econômica.

Isso explica, em parte, a enxurrada de notícias ruins contra o mercado local, sem muita preocupação com as consequências: inflação, desemprego, queda de investimento etc. 

A outra parte é explicada pela mistura de idiotice ideológica, notório vínculo com crime organizado e a desqualificação dos novos ministros.

E esse último aspecto não é bem visto por ninguém, nem pelos globalistas. Mas por enquanto não impede que o Xi Jinping , Biden, Trudeau, Mácron e outros apertem a mão dos bandidos sem pudor.

Há indícios de cisão entre os globalistas e os revolucionários em alguns pontos.  Estão unidos no combate ao nacionalismo, conservadorismo e ao capitalismo mas não estão 100% alinhados nos métodos e na partilha dos resultados. 

Essa precisaremos explorar num segundo momento.

Um dos desdobramentos lógicos do texto anterior é que se os oligarcas brasileiros,  o terceiro grupo, reclamarem demais, precisarão se cuidar para não terminarem como os oligarcas de todos os outros países que foram dominados pelo Foro de SP: exilados, sem comando dos seus ativos e perdidos na eterna dúvida de onde erraram.

Para que os nossos oligarcas não tenham dúvida, eles deveriam ler o texto anterior pois a maior parte deles ainda se acham tão relevantes como há vinte anos atrás. 

E todos eles achavam que com o “novo governo” seria mais fácil “dialogar”. 

Só agora estão percebendo que a agenda política do novo governo irá se sobrepor a economia.  Isso Não significa convívio.  Isso significa sobrepor mesmo; atropelar.

E nessa nova realidade uma coisa é certa, os grandes empresários brasileiros já perderam a liquidez de seu patrimônio. 

Duvidam? Quem é que vai investir ou mesmo comprar suas empresas com um governo empenhado em matar o mercado?

Matar o mercado? Não é exagero afirmar isso? Não. Mas essa afirmação exige mais explicações e farei essas num outro texto ou possivelmente num artigo.

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