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Governo federal comprova que promessa é dívida

Escrito por

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Não é novidade que políticos em campanha prometem o paraíso para angariar o máximo de votos, mas no caso do governo atual, parece que o ditado “promessa é dívida”, tem sido levado à risca. O candidato construído pela mídia que ocupa o posto presidencial se comprometeu a dar às mulheres metade dos seus ministérios e cargos no primeiro escalão. É claro que não cumpriu.

Dos 37 ministérios criados foram apenas 11 para o público feminino, com a saída de Ana Mozer, do ministério dos esportes; e de  Daniela Carneiro, do ministério do Turismo. Entram em campo para substituí-las Celso Sabino (União Brasil-PA) e André “Fufuca” de Carvalho Ribeiro (PP/MA). Essa minirreforma ministerial é parte do acordo que o Palácio do Planalto fez com o Centrão. Estão na partilha do bolo os partidos PP, Republicanos, União Brasil e até o PL, de Bolsonaro.

A negociação inclui 20 indicações para as diretorias de segundo e terceiro escalão da Caixa,o que pode garantir a cobiçada maioria na Câmara para o governo se esbaldar na aprovação de seus projetos, que ignoram os trâmites regimentais do Congresso. Por outro lado, não tem sido fácil para esse executivo lidar com tantas siglas sedentas por poder. Mesmo contempladas, lideranças de partidos exigem fatias cada vez maiores de participação e colocam na mesa e na berlinda seus deputados, que podem servir aos planos centralizadores do governo. A estrela da pauta é sempre o ORÇAMENTO!

Matéria da CNN  não poderia ser mais objetiva sobre o caso: “PP avisou ao Palácio do Planalto que só aceita assumir o comando da Caixa Econômica Federal se tiver a possibilidade de ‘porteira fechada’. Ou seja, de que o bloco do centrão faça as indicações em todas as vice-presidências e diretorias na instituição financeira.”

O Centrão indicou para a presidência da Caixa Gilberto Occhi, ex-ministro da saúde e ex-presidente da Caixa nos governos Dilma-Temer, mas temendo a reação do público feminino, o ocupante do Palácio do Planalto estuda  a possibilidade de indicar Danielle Franco, ex-vice presidente da Caixa, para salvar sua reputação com as mulheres. 

A realidade bateu à porta e agora as promessas não podem ser cumpridas sem pagar um pedágio bem caro, seja no desgaste da imagem ou no rombo dos cofres públicos. Ninguém deve se enganar, a prática do “toma lá, dá cá” vai continuar por muito tempo até que o sistema sofra profundas mudanças. A pressão da sociedade é essencial para que isso aconteça. Enquanto isso, membros dos três poderes, sem freios que limitem sua atuação, continuam a comemorar a paz entre si, contra o povo, com festas e viagens à Disney. Mickey Mouse agradece. 

Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Governo federal comprova que promessa é dívida

Não é novidade que políticos em campanha prometem o paraíso para angariar o máximo de votos, mas no caso do governo atual, parece que o ditado “promessa é dívida”, tem sido levado à risca. O candidato construído pela mídia que ocupa o posto presidencial se comprometeu a dar às mulheres metade dos seus ministérios e cargos no primeiro escalão. É claro que não cumpriu.

Dos 37 ministérios criados foram apenas 11 para o público feminino, com a saída de Ana Mozer, do ministério dos esportes; e de  Daniela Carneiro, do ministério do Turismo. Entram em campo para substituí-las Celso Sabino (União Brasil-PA) e André “Fufuca” de Carvalho Ribeiro (PP/MA). Essa minirreforma ministerial é parte do acordo que o Palácio do Planalto fez com o Centrão. Estão na partilha do bolo os partidos PP, Republicanos, União Brasil e até o PL, de Bolsonaro.

A negociação inclui 20 indicações para as diretorias de segundo e terceiro escalão da Caixa,o que pode garantir a cobiçada maioria na Câmara para o governo se esbaldar na aprovação de seus projetos, que ignoram os trâmites regimentais do Congresso. Por outro lado, não tem sido fácil para esse executivo lidar com tantas siglas sedentas por poder. Mesmo contempladas, lideranças de partidos exigem fatias cada vez maiores de participação e colocam na mesa e na berlinda seus deputados, que podem servir aos planos centralizadores do governo. A estrela da pauta é sempre o ORÇAMENTO!

Matéria da CNN  não poderia ser mais objetiva sobre o caso: “PP avisou ao Palácio do Planalto que só aceita assumir o comando da Caixa Econômica Federal se tiver a possibilidade de ‘porteira fechada’. Ou seja, de que o bloco do centrão faça as indicações em todas as vice-presidências e diretorias na instituição financeira.”

O Centrão indicou para a presidência da Caixa Gilberto Occhi, ex-ministro da saúde e ex-presidente da Caixa nos governos Dilma-Temer, mas temendo a reação do público feminino, o ocupante do Palácio do Planalto estuda  a possibilidade de indicar Danielle Franco, ex-vice presidente da Caixa, para salvar sua reputação com as mulheres. 

A realidade bateu à porta e agora as promessas não podem ser cumpridas sem pagar um pedágio bem caro, seja no desgaste da imagem ou no rombo dos cofres públicos. Ninguém deve se enganar, a prática do “toma lá, dá cá” vai continuar por muito tempo até que o sistema sofra profundas mudanças. A pressão da sociedade é essencial para que isso aconteça. Enquanto isso, membros dos três poderes, sem freios que limitem sua atuação, continuam a comemorar a paz entre si, contra o povo, com festas e viagens à Disney. Mickey Mouse agradece. 

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