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Ativistas e políticos discutem agenda da direita no Brasil para os próximos anos

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Evento reuniu principais movimentos conservadores do país para discutir erros e acertos em ações

Cerca de 500 ativistas se reuniram nesse sábado (15), em São Paulo, no Simpósio Direita Unida, para analisar os últimos dez anos de ativismos no Brasil. Esse foi um dos primeiros encontros de ativistas e políticos pós-eleições de 2022 e serviu como o início da retomada de movimentos conservadores pelo país.

Para o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança, o encontro foi importante para ouvir e colocar pautas em comum em discussão. “O simpósio foi uma espécie de catarse da direita brasileira. Apontamos o que erramos e o que acertamos ao longo dos últimos anos”, explicou.

Bragança é um dos fundadores do movimento Acorda Brasil, criado em 2013, que contribuiu para a pressão popular pelo impeachment de Dilma Rousseff do cargo de presidente da República. O deputado lembrou que manifestações legítimas não podem deixar de acontecer.

“Muitos estão com medo de se manifestar em redes sociais ou mesmo ir às ruas, após o 8 de janeiro, e com as sucessivas censuras presentes em nosso país. Mas o povo pode reerguer o Brasil e não permitir impunidades na política brasileira. Temos que seguir em frente”, enfatizou.

No encontro, Bragança também falou sobre acordos bilaterais entre Brasil e China, e da fragilidade da economia e da política externa conduzidas pelo atual governo, além do narcotráfico, principal “inimigo” do país, segundo ele.

Também sobre os desafios do país o deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mencionou a Prefeitura de São Paulo, que, segundo o parlamentar, precisa de uma mudança profunda de gestão. “Já deu. Quantos corruptos a mais, de máfias a mais, nós vamos eleger? Chega”.

Agenda social

O deputado estadual de São Paulo, Tomé Abduch, defendeu que a direita, no Brasil, precisa se articular melhor e ter uma agenda unificada. “Ações voltadas à união da direita, com planejamento estratégico, mostram mais nossas ações sociais e ambientais, frequentemente vinculadas à esquerda”, afirmou.

Também presente no evento o secretário-executivo de Desenvolvimento Social do Estado de SP, Felipe Sabará, destacou que a pauta social não deveria estar nas mãos da esquerda. “Somos nós [direita] que geramos empregos, geramos oportunidades. É preciso inserir os jovens em nossas pautas”, disse.

A deputada federal e presidente do Partido Liberal do Distrito Federal, Bia Kicis, comentou que o partido está atento às demandas da juventude. “Temos importantes líderes trabalhando as pautas para os jovens, como os deputados Nikolas Ferreira e André Fernandes”.

A vereadora de Porto Alegre (RS), Fernanda Barth, integrou o time de políticos presentes no encontro.

Votações

O evento abriu espaço para que ativistas pudessem indicar temas para discussão. Um conjunto de iniciativas foram pontuadas e votadas em plenária, como, por exemplo, a possibilidade de o Congresso regulamentar o referendo e o plebiscito popular. A ideia é que novos encontros sejam promovidos nos próximos meses entre políticos e ativistas.

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