Injustificáveis pela lógica e nada razoáveis. As medidas que restringem a posse de armas terão como alvo principalmente a população e a própria ditadura que querem implantar no país. No projeto totalitário desse desgoverno, o desarmamento é peça essencial de controle social, mas como uma ação direta pode gerar forte rejeição, sufocar o segmento de armas fatiando uma decisão radical pode ser a estratégia da vez.   

Agora, um cidadão comum pode adquirir até 2 armas e 50 munições por ano, desde que a necessidade seja comprovada. Já um colecionador, atirador esportivo e caçador (CAC) poderá ter até 6 armas e até 500 munições por ano. Anteriormente, eram permitidas até 4 armas, sem comprovação da necessidade, e 200 munições para cada arma por ano. Para os CACs eram permitidas 30 armas, e até 5.000 munições por arma ao ano. As restrições são o tiro fatal em um segmento promissor, que cresceu gerando milhares de empregos e contribui d fato para a redução de crimes.

Estratégia sem noção: Se permitir posse e porte de calibres foi uma medida popular e eficaz contra o crime, por que extingui-la? A resposta é que foi adotada uma versão burra e velha de ditadura, que o mundo já expurgou, a não ser em países que nunca foram democracias ou são emergentes. Aqui se encaixa parte da esquerda do Brasil e da América Latina. De fato, esse governo, além de não entender a questão do armamento sem repressão, demonstra que gosta de adotar medidas impopulares, e que terão como resultado a destruição de políticas positivas para a sociedade.

Quem não se lembra da política fracassada desse mesmo governo Lulista em 2004, que comprava revólveres da população para serem destruídos? Resultado: as pessoas passaram a fabricar armas caseiras para vender ao Estado. Parece que o governo da época, que é novamente o atual, não conhece na História do Brasil o episódio da guerra sanitária de Oswaldo Cruz contra a peste bubônica, em 1902, que fez surgir as fazendas de ratos no Rio de Janeiro, para vender esses animais ao governo, aumentando ainda mais a quantidade de roedores.

Fracasso no uso da inteligência:  A nova esquerda optou pela subversão de valores. Seu sucesso está em mudar comportamentos e opiniões antes de reprimir com leis e decretos. A velha esquerda stalinista reprime o povo para se consolidar no poder e essa burrice a torna mais indesejável que nunca. O uso por parte de criminosos de fuzis e de várias armas de fogo é notório. O Estado tem falhado em monitorar suas fronteiras e hoje o tráfico abriu ampla vantagem sobre as polícias e a população em geral. Restringe-se armas para a população e mantém-se o acesso a elas aos criminosos. O governo terá que gastar muito mais em propaganda para convencer a população de que está tudo sob controle, e certamente não vai obter sucesso nessa empreitada.

Negacionismo científico e econômico: Diversas avaliações técnicas de balística conduzidas por forças policiais de vários países demonstram que há pouca diferença de penetração, estrago e “poder de parada” entre os três calibres restritos, mas a inovação em calibres menores, como 5.7mm e super 30 continuam e avançam para se equiparar aos resultados da 9 mm. Nas questões de produção e exportação, quanto mais diversidade no segmento, mais volume ele movimenta, e quanto maior o volume, menor o custo. O Brasil exporta armas e munições e o mercado interno ajuda na escala para se obterem preços competitivos fora do país ou até mesmo para aquisição policial e militar.

A realidade demonstra que praticantes de tiro apresentam menos chances de manusear errado armas de fogo, causando acidentes, e mais chances de estar protegido. Baixar medidas que privam o cidadão de se defender é prova cabal de que este governo é vingativo, age contra os outros, contra si e não sabe o que está fazendo. Mais uma vez.


Luiz Philippe de Orleans e Bragança