Reintroduzindo Conservadores e Liberais no escopo político

O impeachment é o divórcio da população com seu representante político. Um casamento, ou a união entre duas pessoas, normalmente fracassa devido a incompatibilidade entre as duas partes, seja ela emocional, moral, entre outros. Isso ocorre porque durante o cortejo, e também através do noivado, uma pessoa fala para a outra o que imagina que ela quer ouvir, não o que realmente pensa. Há também a questão dos hábitos. O cortejo permite expõe uma pequena parte de alguém, enquanto o casamento, e a convivência em tempo integral, exibe por completo a personalidade de alguém. O mesmo acontece com a política.

A forma como o sistema político é montado no Brasil reforça esse fenômeno. O primeiro fator é o distanciamento entre eleitor e eleito. Como adotamos um sistema presidencialista, eleitores de todos os estados deste imenso país votam no presidente. O mesmo acontece com a Câmara dos Deputados, já que utilizamos o sistema proporcional, pois um deputado pode coletar votos em todo estado. Os modelos politicos que adotamos não estão alinhadas com as proporções continentais do país e proíbem o contato próximo. Essa distancia faz com que as campanhas sejam feitas principalmente pela televisão. Programas políticos são gravados e transmitidos, sem a possibilidade do debate local ou do questionamento por parte do eleitor.

Nosso sistema eleitoral é montado para que nossos representantes sejam eleitos apenas com “cantadas”, e não com conversas e aprofundamento de relações, como acontece com o voto distrital puro. Nesse outro sistema político, explicado em maiores detalhes neste meu artigo, um deputado é eleito não por um estado inteiro, mas por apenas uma região. Em uma cidade grande como Salvador, por exemplo, teriamos um deputado federal eleito por um distrito que compreenderia, vejam só, não mais do que cinco bairros. Isso força o deputado a abandonar a campanha de televisão, que não pode ser segmentada, e partir para a campanha “porta a porta” e reuniões com os moradores. Isso traz proximidade e aprofundamento de ideias e posicionamentos.

Outro fator é a falta de opções de escolha. Embora partidos pro-economia de mercado estejam nascendo no Brasil, as maiores legendas são a favor da alta intervenção de Estado na economia. Ao priorizar a televisão, nosso sistema imediatamente marginaliza os menores partidos, que não têm recursos para a propaganda televisiva nem tempo de televisão. Isso constrói um péssimo cenário, pois dá ao eleitor a falsa sensação de escolha. Em maior ou menor grau, PT, PSDB, PMDB e PDT defendem as mesmas ideias e bandeiras políticas, herdadas do fascismo e socialismo dos anos 30 do século passado, e transformadas em populismo de vanguarda em terras brasileiras.

Ex-presidentes do Brasil ainda vivos. PMDB, PT e PSDB no poder desde 1994. Fonte: DW

Sempre que tentamos fugir dos termos esquerda e direita voltamos a usá-los de maneira errada. Vemos até políticos experientes se referindo a alguns partidos como sendo de direita quando são exatamente o oposto. Um dos pontos de meu livro “Por que o Brasil é um país atrasado?” é que os termos esquerda e direita precisam ser sempre ajustados, polidos e ampliados com o tempo. Vejo na atualidade que a esquerda deve ser reclassificada de duas formas, revolucionários e progressistas. O termo direita deve ser também ampliado em duas frentes, conservador ou liberal. Os revolucionários e os liberais ficam nos extremos do espectro, enquanto os progressistas e conservadores se aproximam do centro. O centro é um ponto imaginário que pressupõe as leis de nosso Estado de Direito. Mas como aponto no livro nossas regras de jogo estão tão à esquerda do espectro que somente partidos de esquerda sobrevivem. E com isso nossa estabilidade política não surge. No entanto para nosso bem os tempos estão mudando.

Tendo isto em mente, vamos analisar as eleições brasileiras nos últimos 23 anos:

1994: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) x Lula (PT) = Progressistas x Radicais

2002: Lula (PT) x José Serra (PSDB) = Revolucionários x Progressistas

2006: Lula (PT) x Geraldo Alckmin (PSDB) = Revolucionários x Progressistas

2010: Dilma Rousseff (PT) x José Serra (PSDB) = Revolucionários x Progressistas

2014: Dilma Rousseff (PT) x Aécio Neves (PSDB) = Revolucionários x Progressistas

Lula e FHC em 1994.

Os últimos vinte anos de nossa política foram dominados por apenas dois partidos, PT e PSDB, com o PMDB servindo de coadjovante. Os outros trinta e tantos partidos com representatividade ficam restritos às casas legislativas. O executivo é território tucano e petista. O bipartidarismo não é um problema, ele até seria uma solução no caso do Brasil. O grande obstáculo evolutivo é que ambos os partidos dominantes no Brasil, o PT e o PSDB, pertencem ao mesmo espectro político. O bipartidarismo que dá certo é o que reúne antagonistas, como conservadores (republicanos ou liberais) e progressistas (trabalhadores ou democratas).

Embora tenha pessoas sérias em seus quadros, o PSDB é uma demonstração clara do que é errado na política brasileira. Há problemas (e culpas) internos, como o ambiente feudal, já que as lideranças são regionais e não abrem espaço para novos líderes e idéias, e também a hipocrisia, já que criticaram o PT pela defesa cega ao Lula e a Dilma, mas fizeram o mesmo com Aécio Neves e o caso da mala.

Outro problema em relação ao PSDB é externo e não foi causado pelo PSDB, embora ele se aproveite disso. O PT e a imprensa retratam o Partido da Social Democracia Brasileira como um partido conservador, liberal e de direita. Bobagem. O próprio nome da sigla, “partido da SOCIAL DEMOCRACIA brasileira” deixa claro a corrente política da legenda. Esse rótulo dá ao partido os votos de rejeição ao PT e a esquerda mais clara. O eleitor imagina estar votando na oposição ideológica, mas ele vota mesmo é apenas na oposição política. É o mesmo caso da China e da Coréia do Norte, ambas socialistas, mas inimigas politicamente por pertencerem a correntes diferentes do socialismo.

Espectro político baseado na auto-declaração dos presidentes dos partidos. Fonte: Veja

Essa situação nos levou ao momento atual. O Brasil está em crise política quase que matrimonial. As duas partes não convivem mais em harmonia. Isso acontece pois embora nossa base seja naturalmente conservadora socialmente, ela foi iludida a optar somente entre opções progressistas. A incongruência gera o claro sentimento de falta de representatividade vivido pela oposição ao socialismo.

É saudável ver a ascenção de partidos menores como o NOVO, com viés economico liberal, e do PATRIOTAS, de viés soberano e de cunho conservador social, exatamente por estarem mais em linha com um discurso que até agora esteve ausente dos quadros de representantes politicos. Esse novo discurso conservador liberal pode se tornar numa força capaz de ampliar o escopo do nosso monologo politico atual. O caminho para 2018 fica mais claro. Se as opções permanecerem as mesmas, a crise política tende a ficar ainda mais acentuada. Em outras palavras: se seguirmos votando de acordo com a dicotomia antiga não evoluiremos como nação. Nesse cenário tétrico, caso a ala esquerda ou a ala centro esquerda voltem a vencer em 2018, esse crescente movimento conservador liberal ficará mal representado e frustrado. Por isso ambas as opções PT e PSDB num futuro governo central gerariam instabilidade.

O caminho é a sociedade se expor às novas alternativas e votar de acordo com suas convicções, e sem ter vergonha. É interessante que o Conservadorismo e liberalismo sejam tidos como novidade, já que eles foram os atributos responsáveis pela construção de grandes nações. Caso os candidatos a presidência não representem essas opções, que nossos representantes na Câmara dos Deputados e Senado os representem para o bem de nossa estabilidade. Além de aprovar leis que representam a real base da nação, uma Câmara com essa proposta enfraquecieria um presidente progressista limitando sua capacidade de fazer bobagens. Mudar o viés politico da camara e do senado é a alternativa mais saudável para que paremos de depender de um salvador da pátria. Se não há quem faça as coisas certas, que pelo menos não se faça a coisa errada.

17 comentários em “Reintroduzindo Conservadores e Liberais no escopo político

  1. Gustavo de Sousa 21 de novembro de 2017 em 22:15 - Responder

    Meu primeiro contato com a monarquia foi no plebiscito de 1993 com 9 anos no mês do plebiscito. Minha mãe sentada na sala assistindo o horário político diz espontânea: Nossa! A monarquia foi melhor que a república. E o que mamãe fala sempre foi levado a sério. Teve o plebiscito na minha escola. Fazia a quarta série. Eu e um amigo coloca de sala iríamos votar no rei. Pedimos a professora e ela brigou com a gente. Mandou votar na república e no presidencialismo. Eu e meu amigo dissemos que votariamos no Enéas para presidente. A professora brigou com a gente de novo. Mandou votar ou no Collor ou no Lula ou no Ronaldo Caiado de Goiás. Fui criado em Anápolis GO na época. Na época do ensino médio eu já sabia que era ruim ter apenas candidatos partidários. Devia ter candidatos sem partido. Estava quase caindo na idiotice de votar no menos pior. Até que em 2015 descobri o movimento de restauração da monarquia parlamentarista do Brasil. No começo achei estranho e negava essa causa. Até eu descobrir pesquisando quem foi nossos imperadores e imperatrizes. Principalmente as figuras de Dom Pedro II e a Princesa Regente Isabel. Mudei meus conceitos. E quando percebi que os melhores países do mundo para se viver são monarquias parlamentaristas mudei mais ainda meus conceitos. Quando pesquisei e entendi que o 15 de novembro de 1889 foi um golpe de estado republicano militar impopular que persiste até hoje; meus conceitos foram mais mudados ainda. E por último ao perceber que as constituições brasileiras desde 1934 até hoje de 1988 são constituições socialistas; que as políticas sociais e econômicas do Estado for promover o comunismo no Brasil; eu tenho certeza de que nunca mais vou apoiar essa república presidencialista. Que não conseguiu ser melhor que o império do Brasil. Que não tivemos nenhum presidente melhor chefe de estado do que nosso imperador Dom Pedro II. E que a monarquia criou a identidade cultural do brasileiro como uma nação independente soberana. A república só me ensinou mentiras. Dizendo que nossos imperadores eram feitos gordos mulherengos comedores de frango. Porém jamais foram corruptos. Coisa que a república ensinou o povo brasileiro a ser: ser corrupto. Daí vem toda a desgraça nacional há 128 anos. Restaure a ordem. Restaure o império do Brasil. Único governo que deu certo no país. Desafio alguém me provar se teve algum governo republicano melhor que o governo imperial principalmente o segundo reinado. Desafio alguém me provar se teve algum presidente melhor chefe de estado do que o nosso imperador Dom Pedro II.

    • Odilo Paulo 22 de novembro de 2017 em 17:18 - Responder

      Monarquia Parlamentarista? Restaurar um tipo de Colonialismo? Penso ser necessário ser bem mais pé no chão, mais realista, mais prático, menos idealista e sonhador do que Dom Quixote. Temos que melhorar a pessoa interior do cidadão brasileiro (com EDUCAÇÃO moral, cívica, científica, religiosa, política, etc. e BONS EXEMPLOS) e consequentemente isso vai melhorar as instituições brasileiras. Se chegássemos a uma República Parlamentarista já seria um grande progresso. Pelo menos não teríamos mais Presidentes populistas (enganadores das massas populares), falsos “salvadores da pátria”, mas Presidentes que governariam (e Legisladores que fariam leis) para TODOS (pobres e ricos, empresários e trabalhadores, brancos, negros e índios, homens e mulheres, etc). Caso contrário, é só fazer manifestações tipo as de Junho/2013 que rapidinho cairia todo o Gabinete ministerial. Para isso é preciso unir, atuar na área COMUM às várias correntes sócio-políticas (+- como a área comum ABCDE na figura matemática da INTERsecção dos conjuntos: A inter B inter C inter D inter E – ver https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Symmetrical_5-set_Venn_diagram.svg). Reunindo as pessoas e as ideias de “boa vontade” social existentes na sociedade brasileira, nos partidos, nos movimentos organizados, nas universidades, nas religiões, nas instituições privadas e públicas, no campo, na cidade, …, sejam elas republicanas, socialistas, monarquistas … de esquerda, centro e de direita … capitalistas, socialistas, comunistas … etc, etc, RESPEITANDO mutuamente suas especificidades (que ficariam de fora de um ACORDO, PACTO) e FOCANDO nos temas comuns e urgentes (da INTERsecção) em que certamente há muito mais CONSENSO (unanimidade é perda de tempo) do que se imagina.

      • Eriel Lopes 24 de novembro de 2017 em 12:12 - Responder

        O Brasil diferentemente dos Estados Unidos, em que o consenso é social, motivo pela qual o governo é um mero acidente e não representa ameaça ideológica para a integração que já existe na base social, o Brasil, ainda, é um país em que o consenso só é possível por intermédio da política.

        Para isso, o Estado deve arranjar suas instituições e conceber um poder acima das disputas ideológicas partidárias para manter a unidade da nação e a integração sobre os valores comuns. Eis porque, a chefia de Estado e a chefia de Governo devem estar em campos separados.

        Ademais, dentro da estrutura política da tripartição de poderes brasileira, o presidente não poderia exercer o papel de um poder moderador, uma vez que nesse arranjo institucional há uma rígida separação entre os órgãos, não podendo, em tese, haver interferência de um poder sobre o outro.

        Assim, não há possibilidade de existir um controle efetivo sobre os poderes, uma vez que, nem a sociedade (fraca) e nem o Executivo (impossibilitado funcionalmente), podem estabelecer um controle efetivo sobre os poderes entre si.

        Daí, a necessidade de um poder acima dos demais, o quarto poder de um monarca, imperador para representar o consenso político e manter a integridade da nação, os valores comuns e da moral, assim, cuidar do bem comum.

  2. Marco 21 de novembro de 2017 em 22:41 - Responder

    Que bom seria ter à vista já em 2018 um Executivo e um Legislativo patriotas, onde conservadores e liberais pudessem trabalhar pelos representados de forma autêntica e genuína! Sonhar não custa…

    Poderia comentar sobre o impacto dessas expectativas no hoje tão politizado Judiciário?

    Forte abraço.

  3. Marcelo Assis Lemos 21 de novembro de 2017 em 22:58 - Responder

    Em breve um site onde os candidatos conservadores emitirão sua opinião em 15 questões. Somente para o legislativo (Senador, Deputado Federal e Estadual).

  4. Odilo Paulo 21 de novembro de 2017 em 23:06 - Responder

    Não concordo que a direita esteja às moscas. Sugiro que seja elaborada uma outra diagramação (pode ser apenas na horizontal tipo E——-C——-D) da distribuição dos 35 partidos registrados no TSE (http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/registrados-no-tse), colocando ao lado da sigla do partido, entre parênteses, o nº de deputados federais e senadores (ex. PMDB (60,22)). A base não seria a declaração de posição dada por seus líderes (teórica), mas a prática pública das coligações federais e estaduais (ex. PT e PCdoB, PSDB e DEM, etc.). Não apenas coligações oficiais no TSE para as eleições, mas também as coligações/coalizões para a Presidência, na Câmara dos Deputados e no Senado. Não precisa ser um diagrama exato, preciso, mas que mostre pelo menos como normalmente, nos últimos anos, os partidos grandes e médios têm feito suas composições visando a governança (situação), a oposição, o toma-lá-da-cá e outros interesses. Isso vai mostrar que na prática temos no máximo uns 10 partidos=coligações, 3 a 5 ideologias e não 35 partidos/ideologias. Numa Reforma Política deveríamos ter um máximo de 3, 5 ou 7 partidos/coligações (EE, E, CE, C, CD, D, ED). Quem não se identificar com alguma destas, não conseguir dialogar/negociar a sua filiação, que saia ou não entre na política, vá fazer outra coisa melhor na vida, mas que não seja mais um criador de partido, que enfraquece a democracia, ocupa o lugar de outro melhor representante e ainda tem que ser altamente remunerado pelo povo.

  5. Jorge Ailton Santos de Souza 21 de novembro de 2017 em 23:09 - Responder

    O cenário político brasileiro deve mudar com certeza, mas a minha dúvida é se esses novos partidos que se dizem conservadores, são realmente conservadores ou se estão apenas sendo oportunistas se aproveitando da falta de representatividade de uma maioria da sociedade brasileira. Mesmo assim, vejo que não podemos recuar, pois estamos diante de uma grande oportunidade, com a conscientização de todos podemos enfim construir as bases para uma mudança no sistema de governo e do modelo econômico.

  6. Cadu Freitas 21 de novembro de 2017 em 23:12 - Responder

    Como seria bom se as eleições fossem por voto distrital puro!! Uma vez fiz um ‘simulado’ onde o estado de São Paulo teria 120 deputados distritais ao invés dos atuais 70 e destes 120 somente na Capital seriam 30 representantes em Brasília, isso sim é representatividade é disso que precisamos!

  7. Walter Rodrigues 21 de novembro de 2017 em 23:20 - Responder

    Eu diria que a esquerda divide-se em três vertentes principais. 1) Esquerda revolucionária, de inspiração marxista-leninista ( e maoísta, em menor número), que defende a tomada do poder de forma violenta, mediante uma revolução armada protagonizada pelo proletariado ( no caso dos maoístas, pelo campesinato) adequadamente esclarecido e politizado pelos intelectuais ( método do assalto direto ao poder). 2) Esquerda Gramscista, bem como os seguidores da Escola de Frankfurt, cuja “praxis” consiste na lenta e paciente corrosão dos valores e das instituições sociais com o objetivo de diminuir as resistências da sociedade civil, facilitando a etapa final de tomada do poder ( marxismo cultural). 3) Socialismo Fabiano, que degenerou na moderna social-democracia, a qual abdicou do ideal comunista, limitando-se a trabalhar no sentido de obter concessões cada vez maiores do capitalismo, tornando-o mais “social” e aumentando progressivamente o peso do Estado na vida dos indivíduos, sem no entanto abdicar do livre-mercado . São os herdeiros dos Mencheviques.

  8. Rafael 21 de novembro de 2017 em 23:33 - Responder

    Texto muito bacana que ajuda quem ainda pensa que há antagonismo entre PT e PSDB.

  9. Sylvia Bartsch 21 de novembro de 2017 em 23:43 - Responder

    Terminei a leitura do livro, aprendi com a sua descrição a realidade da atual situação. A escolha fica ao encargo dos competentes desse PAÍS, que assumam a sua responsabilidade de ter um povo respeitado em sua necessidade: saúde, educação e segurança. Os conservadores que tenham nobreza e o povo que possa ser mais patriota .

  10. Deli 21 de novembro de 2017 em 23:53 - Responder

    Seu artigo desmonta o cenario conturbado da politica no Brasil. Solução esse país tem, dificil é o povo está preparado para uma reviravolta em seu quadro social e politico .

  11. Walter Rodrigues 21 de novembro de 2017 em 23:59 - Responder

    Eu de novo. Esqueci-me de dizer, D. Luiz, que não acho muito apropriado chamar uma certa ala da esquerda de “progressista”. Este termo pode dar ao leitor desavisado a falsa impressão de que se trata de uma esquerda com idéias avançadas, enquanto que sabemos que a esquerda, em qualquer de suas vertentes, é a vanguarda do atraso. Outra coisa. Penso que esquerda revolucionária não existe mais, no Brasil, desde a década de 60 do século passado, quando o regime militar esmagou os últimos focos revolucionários em atividade. A guerrilha foi abandonada no momento em que perceberam que tomar o poder pelo voto era muito mais fácil, e menos perigoso. Hoje eu diria que a política brasileira é uma rinha entre Gramscistas e sociais-democratas, cada qual tentando se apoderar dos despojos da Nação. Obs. A esquerda revolucionária pode ressurgir, no futuro, caso eles sintam que seu projeto de poder por vias “democráticas” encontra-se definitivamente inviabilizado.

  12. Elton Xavier 22 de novembro de 2017 em 02:19 - Responder

    Tradicionais mídias estão cada vez mais desconexas com seus públicos ficaram há mais de uma década com o chapéu às portas do Estado e agora com a crise política ficaram sem pai e mãe (se é que me fiz entender) e a verba privada minguou devido à crise econômica que se abateu sobre o mercado e a crise de identidade e credibilidade que sobre os meios tradicionais da mídia. Quando as mídias deram conta que havia uma nova ordem no seu mundo estabelecido já era tarde (isto aproxaproximadamente Março de 2015). Descentralizar não faz parte do projeto das mídias tradicionais, bem como dos representantes políticos que a décadas dão as cartas. Mas, a nova ordem pode mostrar já em 2018 que as regras mudaram verdadeiramente. Quanto ao Partido Novo estava acompanhando o trabalho de uma parlamentar de São Paulo e fiquei muito decepcionado. Fiquei com a impressão que o Novo está para o PSDB assim como a Rede está para o PT ou seja o plano B. Patriota, será o novo PRONA, mas sem o ilustre Dr. Enéas Carneiro?
    Temos então o dilema: precisamos de bancadas que promovam as mudanças estruturais, mas temos partidos Ideológicamente tão desenvolvidos ao ponto de não sucumbirem a tentação trilhar o caminho do seu Bel prazer?

  13. Luigi Carlo Fávaro 22 de novembro de 2017 em 13:37 - Responder

    O problema é que a direita brasileira “conservadora” é na verdade positivista vide a expressão comum “a família é a célula mater da sociedade” (Conceito totalmente Comteano e não cristão). Assim, a dita “direita” sonha passar em concurso público e não vê nada de errado na alta carga tributária que atinge os mais pobres. No mais, criticam duramente os liberais.

  14. 4 de dezembro de 2017 em 12:36 - Responder

    Entenda duma vez: liberal-conservador NÃO É união de “liberais”/libertinos com conservadores cheirando a mofo. Liberal na economia no sentido contrário a estatista/internencionista/socialista. Conservador na moral, costumes e cultura contrário a progressista. Inclua aí mais o Patriotismo em oposição ao comuno-globalismo.

  15. Gustavo Pereira dos Santos 9 de dezembro de 2017 em 12:25 - Responder

    Bom dia, Luiz Philippe de Orleans e Bragança..
    Você está habilitado para liderar uma bancada de deputados federais, iniciar em 2019 as mudanças que o Brasil tanto precisa e estão descritas nos seus artigos, postagens, videos e LIVRO.
    Já deixou claro que não quer ser deputado federal, mas reflete sobre a NECESSIDADE de sê-lo. Peço que siga a TRADIÇÃO da sua família. Seus antepassados fizeram grandes sacrifícios por esta nação que tanto amamos. Não vou me alongar, cito apenas a decisão de D. PEDRO I no episódio Dia do Fico. Não sou JOSÉ BONIFÁCIO, mas peço que vá para Brasília.
    Ontem, o NOVO 30 divulgou o resultado do 1º processo seletivo. Dos 459 inscritos, 152 foram aprovados para serem ratificados nas convenções que ocorrerão em 2018. Conheço vários pré-candidatos aprovados que poderão ajudá-lo na nobre missão que lhe aguarda. Haverá novos processos seletivos. Pense nisso..

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